3 insights de marketing digital na primeira etapa do Fire 2017

Está rolando agora, em Belo Horizonte, o FIRE 2017. Realizado pela startup Hotmart, o evento está em sua terceira edição e promete trazer grandes novidades sobre o mercado de empreendedorismo e marketing digital.

A Bakanas Digital está marcando presença no evento e já trouxe para você os primeiros insights da primeira etapa do Fire. Confira:

1) YouTube Plataforma revolucionáriaDe Despacito – que já entrou para a lista dos vídeos com maior visualização do YouTube (mais de 3 bilhões de views em pouco mais de 200 dias), a Beatles, Raul Seixas, aulas de física ou dicas de beleza. Fernanda Cerávolo, Diretora do YouTube Brasil, mostrou como ele deixou de ser um site de publicação e se tornou uma plataforma de revolução – espaço pessoal, democrático e acessível; que permite o compartilhamento de conhecimento, o aprendizado dinâmico e flexível e entretenimento para todos os gostos.

Mas, como fazer uso dessa ferramenta e criar uma audiência? Confira as dicas:

A) gerar experiência, trabalhar com sensações e sentimentos;
B) gerar proximidade, falar a linguagem de seu público, entender o que desejam e quais são suas preocupações;
C) estabelecer envolvimento, ser verdadeiro e autêntico em sua mensagem;
D) ser ágil, tomada de decisões rápidas, estar atento às mudanças e inovações – mobile x desktop;
E) saber que a comunicação conectada e sem barreiras ainda está só no começo, ainda há espaço para criar e inovar.

2) Ideias líquidas e lincadas

Pensamento descentralizado, ideais que perpassam por diversos pontos e formas e que são conectáveis e conectadas. Estas foram algumas das premissas apresentadas por Diego de Oliveira, Gerente de Comunicação e Marketing da Coca-Cola, para mostrar como a comunicação deixou de ser apenas um processo de divulgação para ser incorporar no negócio da empresa.

Entenda alguns pilares desse trabalho:

A) Pessoas

Necessidade de entender as pessoas, seus sentimentos, desejos, problemas, valores. A partir daí buscar o entendimento do que eu, como empresa, consigo oferecer como produto ou serviço, que não apenas vai “solucionar o problema dela”, mas especialmente pode propor uma mudança para a sua vida.

B) Tensão

O que vamos resolver enquanto marca ou produto/serviço. Qual o contexto social, histórico, econômico vamos atuar. Quais as necessidades e valores podem resolver essa tensão.

C) Autenticidade

O que a nossa marca comunica com o seu público precisa ser crível, deve estar em nosso DNA. Por isso, antes de qualquer planejamento ou ação é necessário compreender a persona da marca – quais são os seus valores, em que acreditamos e qual credibilidade temos para tratar de determinado tema ou problema.

D) Inovar

Só é possível mudar algo se formos sempre capazes de repensar o negócio em favor das pessoas e de ressignificar a mensagem para que realmente possamos fazer uma conexão com o nosso propósito e sermos autênticos como empresa e marca.

3) Lives como estratégia de marketing de conexão

Paula Abreu – coach, escritora e influenciadora digital, mostrou como as lives podem ser usadas como ferramenta estratégica para estabelecer relacionamento, conexão e conversão.

Mais uma vez a credibilidade, a autenticidade e a necessidade de entender a audiência e atender às suas necessidades foram elencados como premissas para que se tenha um bom resultado.

Além disso, apresentou algumas dicas de sucesso:

1) live não é bate-papo: você não está ali para desabafar e, sim, para transmitir algum conhecimento, experiência ou aprendizado que podem solucionar algum problema ou promover alguma mudança na vida das pessoas.

2) início, meio e fim: compartilhe informações através de histórias. Estabeleça conexões entre passado e presente; mitos e verdades; e mostre tendências.

3) teoria e prática: ensine e mostre como é possível colocar em prática. Pequenos resultados alcançados nos primeiros passos de sua audiência geram confiança, fortalecem a conexão e geram confiança e lealdade.

4) seja você mesmo: não tente fazer o que os outros fazem. Seja autêntico e verdadeiro naquilo que você está compartilhando. Deixe de lado a vergonha, não se esconda atrás de nenhum personagem ou crie limitações para você. Compartilhe com o mundo o seu conhecimento, as suas experiências. A sua mensagem pode mudar a vida de alguém.

Gostou dos insights? Então continue acompanhando, que a Bakanas vai trazer um resumão do que está rolando no FIRE 2017.

 

Você sabia que hoje é o Dia do Cinema Brasileiro?

Hoje, 19 de junho, é considerado o Dia do Cinema Brasileiro. A data teria sido escolhida para marcar as primeiras gravações cinematográficas no Brasil.

O cinema brasileiro teve momentos muito virtuosos – na década de 1930 com Humberto Mauro, décadas de 1940 e 1950 com o estúdio Vera Cruz, décadas de 1960 e 1970 com o Cinema Novo de Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, entre outros, e nos últimos anos com Walter Sales, Fernando Meirelles, José Padilha, Carla Camuratti e tantos outros cineastas. Mas, também passou por momentos muito turbulentos, com falta de apoio e investimentos.

Embora filmes como “Cidade de Deus”, “Central do Brasil”, “Tropa de Elite” tenham feito grande sucesso, ainda hoje muitas pessoas torcem o nariz e fazem cara feia para os filmes nacionais, desconhecendo o grande talento e potencial do nosso cinema.

Por isso, em homenagem ao Dia do Cinema Brasileiro, elencamos 07 grandes filmes brasileiros, que trazem histórias marcantes, narrativas diferenciadas e muito criativas, apresentam grande qualidade técnica e que tiveram importante reconhecimento internacional.

Confira:

1) Aquarius
O filme, indicado a vários prêmios internacionais, traz a atriz Sônia Braga como a protagonista Clara – uma viúva, de 65 anos, escritora e crítica de música aposentada, última moradora de um edifício que está sendo comprado por uma grande construtora. Além de mostrar o dia a dia de Clara, a sua intimidade e acontecimentos antigos de sua vida, o filme retrata o conflito da construtora com Clara, as sabotagens e os assédios que sofre, e a sua garra em lutar por aquilo que acredita.
Direção e Roteiro: Kleber Mendonça Filho
Produtores: Cacá Diegues, Emilie Lesclaux, Michel Merkt, Saïd Ben Saïd, Walter Salles
Duração: 142 minutos
Gênero: Drama

 

 

2) O menino e o mundo
A animação, que concorreu ao Oscar de Melhor Animação, conta a história de uma criança pobre, que vê o pai abandonar a família para ir para a cidade. Com um traço 2D e de forma lúdica, o ambiente familiar é representado com cores e vida, enquanto o ambiente da cidade é cinzento, carregado e triste. Na busca pelo pai, o menino transcende os espaços e perpassa os ambientes mostrando as dores e carências de cada um deles – exploração, falências, tristeza, precariedade, aspereza, humilhação. Sem uma única palavra, a animação impressiona por sua riqueza e pela capacidade de mostrar tamanha complexidade de forma tão leve e humanizada.
Direção e Roteiro: Alê Abreu
Produtores: Fernando Carvalho e Tita Tessler
Duração: 79 minutos
Gênero: Animação

 

 

3) Nise
O filme retrata a história real da psiquiatra Dra. Nise da Silveira, que revolucionou a forma de tratar pacientes esquizofrênicos. A história se passa em um Hospital Psiquiátrico, no subúrbio do Rio de Janeiro. Ao se negar a utilizar as técnicas de eletrochoque e lobotomia para tratar os pacientes, Nise é isolada pelos médicos do hospital e assume o Setor de Terapia Ocupacional, até então, praticamente inoperante. A partir daí Nise inicia um tratamento inspirado em arte, acolhimento, respeito e amor, obtendo resultados tão expressivos que gera visibilidade para o hospital e para o seu trabalho. Porém, ao mesmo tempo, gera grande incômodo e conflitos com os outros médicos.
Direção: Roberto Berliner
Roteiro: Chris Alcazar, Flávia Castro, Leonardo Rocha, Maria Camargo, Mauricio Lissovski, Patrícia Andrade, Roberto Berliner
Produtor: Rodrigo Letier
Duração: 108 minutos
Gênero: Biografia, Drama

 

 

4) Abril Despedaçado
Inspirado no livro homônimo, e adaptado para a dura realidade do sertão brasileiro, o filme mostra a luta pela sobrevivência, que promove verdadeiras guerras entre famílias. É nesse cenário que Tonho vive o dilema de ser obrigado pelo pai seguir a tradição de sangue e ódio para vingar a morte do irmão mais velho. Numa narrativa forte e emocionante, ao se ver perseguido pela família rival, Tonho questiona a tradição de violência e o sentido de sua própria vida.

Direção: Walter Salles
Roteiro: Daniela Thomas, Karim Ainouz, Sergio Machado
Produção: Arthur Cohn
Duração: 105 min.
Gênero: Drama

 

 

5) Terra em Transe
Disputa por poder. Lealdade e traição. Idealismo e desilusão. Negociatas e luta armada. O clássico de Glauber Rocha, pode ser entendido como uma metáfora ao conturbado cenário político da América do Sul nos anos de 1960. O filme se passa em Eldorado, um país da América do Sul, em que o Senador Porfírio Diaz quer assumir o poder a todo custo. Entre conspirações e negociatas, o jornalista e poeta, Paulo Martins, até então apoiador de Diaz, torna-se um opositor e passa a apoiar outros políticos também interessados no poder.
Direção: Glauber Rocha
Roteiro e Produção: Clóvis Bornay, Glauber Rocha, Guilherme Guimarães, Luiz Carlos Barreto, Paulo Gil Soares
Duração: 106 minutos
Gênero: Drama

 

 

6) Bicho de Sete Cabeças
Neto (Rodrigo Santoro) é um adolescente que gosta de desafiar o perigo e comete pequenas rebeldias que são incompreendidas pelos pais. Seus pais (Othon Bastos e Cássia Kiss) levam as experiências de Neto muito a sério e, sentindo que estão perdendo o controle, resolvem trancafiá-lo num hospital psiquiátrico. No manicômio, Neto conhece uma realidade desumana e vive emoções e horrores que ele nunca imaginou que pudessem existir. O longa recebeu 46 prêmios nacionais e internacionais.
Direção: Laís Bodanzky
Roteiro: Luiz Bolognesi
Duração: 84 minutos
Gênero: Drama

 

 

7) Faroeste Cabloco
Filme inspirado na famosa canção da banda Legião Urbana. João do Santo Cristo deixa sua vida em Salvador para trás e parte para Brasília em busca de seu sonho, de uma vida melhor. Lá, ele conhece Maria Lúcia, por quem se apaixona, mas o envolvimento dele com o tráfico de drogas pode colocar tudo a perder.
Direção: René Sampaio
Roteiro: Victor Atherino e Marcos Bernstein
Duração: 108 minutos
Gênero: Drama

 

Marketing 3.0 ou simples oportunismo?

Promover o desenvolvimento econômico, mas assumindo o compromisso com a responsabilidade social e com a preservação ambiental. Muito mais que pilares da sustentabilidade estes conceitos estão alinhados com o marketing 3.0, que é focado no ser humano e nas suas necessidades.  Por isso, a temática tornou-se senso comum nos materiais de comunicação e marketing das empresas. A questão é: a sustentabilidade realmente faz parte do DNA das empresas ou o marketing está apenas surfando no oportunismo?

Selos. Certificações. Institutos. Cartazes. Anúncios. Comerciais e vídeos institucionais espetaculares. Motivadas por uma mudança de comportamento da sociedade e pela maior exigência dos consumidores, as empresas têm investido muito para divulgar as suas “boas ações” e deixar claro que são “responsáveis por um mundo melhor”. Mas, até que ponto esse marketing é realmente convertido em prática dentro e fora das empresas? Infelizmente, para muitas delas a sustentabilidade não passa mesmo de peças publicitárias.

Isso acontece principalmente pela dificuldade de entendimento das empresas sobre o que é realmente ser “sustentável”. Assim, muitas confundem filantropia (doações) e ações pontuais (plantio de árvores, por exemplo), como práticas de responsabilidade social e ambiental. Neste caso, embora o conceito não esteja realmente sendo aplicado, ainda há o consolo da boa intenção em implementar tais práticas.

Por outro lado, existem  empresas oportunistas que, mesmo compreendendo o conceito, não enxergam valor e não estão dispostas a mudar. Assim, simplesmente optam por ações pontuais, apenas para mostrar para o mercado.

Porém existem casos muito piores. Não é raro encontrar grandes marcas envolvidas em práticas de trabalho escravo e trabalho infantil, negligenciando direitos básicos de colaboradores internos e, o mais comum atualmente, participando de corrupções.

Para esses casos, torna-se impossível tentar qualquer tipo de argumento que justifique a questão. Mesmo que a situação tenha sido identificada com empresas do grupo ou fornecedoras de sua cadeia produtiva, há uma co-responsabilidade, na medida em que não tomaram os cuidados necessários na contratação e avaliação de parceiros, seja no que se refere ao cumprimento da lei aplicável ao negócio e do respeito ao ser humano.

Como se falar em sustentabilidade em qualquer empresa que não se preocupa em conhecer e estar de acordo com as leis? Como falar em compromisso social com uma empresa que se beneficia da exploração do trabalho de pessoas? Como falar em “cuidado com o ser humano” em uma empresa que lucra negligenciando seus deveres e os direitos das pessoas?

O que muitas empresas não entendem é que nenhum lucro conseguido com situações como essas poderá compensar os passivos, multas e, principalmente, os prejuízos financeiros para a sua imagem, quando for descoberta.

Por isso, é necessário enxergar o marketing 3.0 como uma possibilidade real de inserir a sustentabilidade nos valores da empresa e, assim, de minimizar prejuízos, de proporcionar um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo, de ter uma relação mais próxima com todos os seus stakeholders e, especialmente, de trazer uma imagem real, mais positiva, perante os seus públicos e a sociedade.

É assim que os empreendedores sociais têm enxergado o mercado e têm buscado desenvolver novos negócios, lucrativos e com grande valor para a sociedade.

Afinal, o que as pessoas realmente querem é que as “boas ações” saiam do papel e deixem de ser pontuais, que elas sejam amplas para atender a todos os públicos, começando com os próprios empregados, que respeitem e cumpram as leis aplicáveis, que promovam o desenvolvimento humano, que estabeleçam relacionamentos e gerem impactos positivos para a sociedade.

Por isso, as empresas precisam entender que o marketing 3.0 não se resume a criação de campanhas ou de materiais para a empresa ter uma imagem positiva. É muito maior que isso. É uma mudança de comportamento e de pensamento. É uma construção diária, que renova a cultura da organização, que valoriza as pessoas e respeita os públicos, que alinha os objetivos estratégicos aos seus valores essenciais e, o mais importante, que também garante a sua manutenção no mercado, proporcionando o seu crescimento financeiro.