Vai investir em mídia paga? 5 dicas para a sua estratégia.

A sua empresa quer investir em mídia paga na internet? Então, primeiro faça um planejamento.

Muitas são as opções para que a uma organização possa investir e ter bons resultados no marketing digital. No entanto, é fundamental que todo o processo seja planejado, de acordo com a estratégia do negócio, para que o valor investido consiga trazer o retorno esperado, seja com reconhecimento de marca, engajamento, tráfego para o site ou conversões.

Veja alguns passos importantes para esse planejamento:

1) qual é o público dessa campanha (segmentação)?

Para quem a campanha é destinada? Quem são as personas – o que gostam, o que querem, o que desejam, quais são os problemas, onde estão. Entender essas questões é fundamental para que a empresa consiga fazer uma segmentação adequada e escolha as mídias mais apropriadas.

2) qual o objetivo dessa campanha: vender, tornar a marca conhecida, gerar tráfego para o site, gerar leads?

Uma campanha não é feita apenas para gerar vendas. O objetivo da empresa talvez seja fazer com que a sua marca seja reconhecida, gerar tráfego para o site para que a conversão seja feita lá ou apenas gerar contatos para estabelecer um relacionamento.

É importante saber isso, para que sejam definidos parâmetros e metas para a campanha.

Além disso, essa definição pode desencadear em outras ações, como por exemplo, preparar o site para receber novos visitantes, criar formulários de contato, disponibilizar equipe para atendimento, entre outros.

3) quanto você tem para a investir?

O valor a ser investido pode direcionar a mídia que será utilizada, o tempo que a campanha ficará disponível e, até mesmo a segmentação que será feita.

4) para onde vai destinar a campanha (site, landingpage, formulário de contato)? Já está tudo pronto?

Não adianta estruturar uma ótima campanha, segmentar bem, ter um valor considerável para investir se a empresa não se preparar para receber, captar, converter os leads que serão gerados.

Por isso, quando pensar na campanha é essencial pensar na base que será estruturada para lidar com esses leads, seja atendimento telefônico, atendimento por email, chat, processos de inbound, entre outras opções.

5) em quais mídias vai investir (Face, Instagram, Google, etc);

A definição das mídias passa por diversas questões – entender onde o público está, onde ele interage melhor, onde está mais aberto para receber e interagir com a sua mensagem e, também, o quanto a empresa tem para investir.

O ideal é não investir em apenas uma mídia, mas, sim, criar um plano em que as opções se complementem, desde que o seu público esteja nessas mídias.

Vale lembrar também que não é necessário investir em “todas as mídias”, de forma aleatória.

O fundamental é investir nas mídias certas para o seu negócio.

Obviamente um planejamento de mídia envolve outras questões que precisam ser analisadas e planejadas – palavras-chaves, criação de peças gráficas, linguagem, diversificação de opções de mídias, entre outros.

No entanto, se a sua empresa não se atentar para essas questões básicas na hora de investir, qualquer campanha que você fizer pode ser uma grande perda de dinheiro!

Para quem é o seu conteúdo?

De nada adianta um grande esforço para pensar e produzir conteúdos, se a sua empresa não entende o seu público – O que pensa? O que precisa? O que deseja? Quais os problemas quer resolver?

Criar PERSONAS é uma forma lúdica utilizada  para “personificar” e “humanizar” os clientes de uma empresa.

Nesse processo, deixa-se de enxergar apenas dados demográficos – homem/mulher, faixa etária, classe social, entre outros; para efetivamente conhecer as “pessoas” que têm potencial para adquirir os produtos e serviços.

Ao conhecer as “pessoas” – o que gostam, quais são os seus interesses, as suas dores e as suas angústias (problemas); a empresa passa a ter condições de buscar “soluções” para atender a essas demandas e para desenvolver um relacionamento positivo com elas, baseado em credibilidade e satisfação.

Entender as PERSONAS é uma etapa importante no processo de marketing digital, pois permitirá o desenvolvimento de um trabalho mais efetivo de:

Marketing de Conteúdo

desenvolvimento de conteúdo relevante e de qualidade, baseado no perfil, no interesse e na resolução dos problemas dos clients e decisores de compra.

Inbound Marketing

relacionamento com os clientes atuais e potenciais, que leva em consideração as etapas necessárias para estabelecer a confiança e o interesse das pessoas nos serviços prestados pela empresa: aprendizado e descoberta, reconhecimento do problema, consideração e solução, decisão de compra, satisfação e fidelização.

Mídias OnLine (Google Adwords, Facebook Ads, LinkedIn)

desenvolvimento de campanhas patrocinadas mais assertivas e segmentadas, que favoreçam a geração de leads e a conversão de compra.

3 Dicas de Marketing Digital para micro e pequenas empresas

O marketing digital para micro e pequenas empresas muitas vezes é visto como um “luxo”, que não cabe no orçamento.

Com a capacidade de investimento mais enxuta, as micro e pequenas empresas não têm muito espaço para errar, por isso, precisam de ações de marketing que tragam resultados efetivos.

O que muitas delas nem imaginam é que o marketing digital pode ser exatamente a solução que precisam e que podem pagar.

Para isso, no entanto, é necessário estratégia: pesquisar, analisar, planejar, executar, medir e avaliar.

Ações desconexas, sem o real entendimento do mercado em que a empresa atua e sem objetivos claros definidos, obviamente não vão trazer os resultados desejados.

Pensando nisso, elencamos algumas dicas essenciais para implementar o marketing digital de forma estratégica:

1- Antes de contratar, faça um diagnóstico

Uma dica muito importante:  se a sua empresa não pode e não quer perder dinheiro, então nunca contrate serviços de marketing digital, sem ter o entendimento claro das suas reais necessidades.

Um dos grandes erros das empresas nesse sentido é contratar serviços, baseados em achismos.

O marketing digital é baseado em estratégia, por isso, o que deu certo para uma empresa não, necessariamente, vai trazer os mesmos resultados para você.

Por isso, o diagnóstico é um dos primeiros passos de um planejamento de marketing digital.

Ele permitirá que a sua empresa entenda um pouco melhor o seu mercado e como é a atuação de seus stackholders no mundo digital. Isso pode ser feito através de:

Mapeamento de personas: personificação do público-alvo da empresa, com o objetivo de entender os seus problemas, as suas dores e desejos – o que gostam, ou não, o que buscam, onde podem ser encontradas, quais os tipos de relacionamento estabelecem, entre outros.

Análise da concorrência: quem são, como é a atuação no mundo digital, quais ferramentas utilizam, em quais mídias investem, como se relacionam com os seus públicos.

Análise de tendências: como os produtos/serviços são vistos pelas pessoas na internet, o que elas querem saber a respeito deles, quais são as dúvidas, quais problemas querem solucionar.

Atual situação da empresa:  como é a presença da empresa no mundo digital, quais mídias utiliza e investe, quais são seus objetivos em relação ao marketing digital, como se relacionam com os seus públicos.

Com essas pesquisas iniciais, a empresa já terá uma noção dos seus pontos fortes, bem como, dos gaps, que precisarão ser trabalhados.

A partir daí é possível elaborar o planejamento, baseado nas reais necessidades da empresa, para nortear a implementação das ações de marketing digital.

2- Estratégia economiza tempo e dinheiro

Imagina uma empresa que possui 6 redes sociais, todas elas sem atualização há mais de 2 meses.

Agora pense em uma empresa que acabou de renovar o seu site, mas ele não possui call to actions (botões que chamam para a ação), a navegação é difícil e as pessoas não conseguem encontrar o que procuram.

E, o pior, a empresa investe em anúncios pagos que direcionam as campanhas para a HOME do site, deixando o possível cliente completamente perdido.

Todos os exemplos acima são de casos reais, de empresas que perderam tempo e dinheiro implementando ações de marketing digital sem planejamento e estratégia.

Isso acontece porque é exatamente no planejamento estratégico de marketing digital que a empresa definirá como será a sua presença no mundo digital e como vai se relacionar com o seu público, considerando os resultados que deseja alcançar.

Como nos exemplos abaixo:

Redes Sociais: em quais precisa estar, de acordo com o seu público e o relacionamento que deseja estabelecer. É melhor ter apenas uma rede social, mas mantê-la atualizada e promover a interação com o público certo, que manter várias redes sem atualização periódica.

Planejamento de Conteúdo: temas baseados no interesse do público, periodicidade de atualização, linguagem e formatos adequados para cada meio, objetivos, entre outros. Veja mais no texto “Marketing de Conteúdo – erros que a sua empresa não deve cometer”.

Mídias Online: em quais mídias investir, como e quanto investir em cada mídia, qual tipo de conteúdo trabalhar, resultados desejados.

Site: otimizações, adequação de conteúdo, periodicidade de atualização, ações periódicas para melhorar o posicionamento nos sites de busca.

Estratégia: definição de métricas e metas.

Assim, o planejamento será o norte para a empresa implementar as ações e, a partir da análise dos resultados obtidos reavaliar a estratégia e otimizar o investimento.

3 – Tome cuidado com as métricas de vaidade

Já no planejamento é importante que a empresa defina quais resultados quer alcançar com o marketing digital. É óbvio que a “venda” é sempre o objetivo final e principal de qualquer empresa.

No entanto, no processo, é possível mapear os micro-resultados que serão essenciais para que o objetivo final seja alcançado.

Número de acessos do site. Leads gerados. Cliques nas publicações. Engajamento nas redes sociais. Alcance. Impressões. As possibilidades de métricas são inúmeras, e cada empresa vai definir a que melhor se encaixa com a sua estratégia.

Mas, vale a dica para não cair na tentação de se basear em métricas de vaidades – àquelas que satisfazem o ego mas não contribuem de forma mais efetiva para o alcance dos resultados esperados.

Um bom exemplo é uma empresa que busca usar as redes sociais para gerar tráfego para o site, mas usa o Número de curtidas como métrica para ser avaliada. Neste caso, a métrica escolhida não contribui para o micro-resultado. O ideal seria realmente analisar qual foi o tráfego que as redes sociais geraram para o site.

Por outro lado, se o objetivo definido fosse o engajamento, aí sim, seria importante verificar o número de curtidas, comentários, compartilhamentos, mensagens e outras interações do público nas redes.

Os exemplos mostram que cada empresa deverá definir as suas metas baseadas nos micro-resultados e no objetivo final que deseja alcançar.

Concluindo, marketing digital não é receita de bolo. Para ter sucesso é fundamental pesquisar, analisar, planejar, medir, avaliar e melhorar continuamente.