Inteligência artificial: o que é e como vai impactar o meu negócio?

Inteligência Artificial foi um dos temas mais abordados durante as palestras e rodas de conversa do RD Summit 2018. O evento, considerado o maior de marketing digital e vendas da América do Sul, reuniu cerca de 12 mil pessoas, entre os dias 07 e 09 desse mês, em Florianópolis.

Martha Gabriel, autora do livro “Você, Eu e os Rôbos – Pequeno Manual do Mundo Digital” abriu o evento mostrando como a revolução digital já está trazendo impactos para os negócios, na medida em que proporciona a automatização dos processos e aumento da produtividade.

O que é inteligência artificial?

Inteligência Artificial, também conhecida como A.I. ou I.A (artificial intelligence) é um ramo na ciência que estuda e promove o desenvolvimento de equipamentos e dispositivos tecnológicos para que eles possam simular o raciocínio humano, com o objetivo de solucionar problemas de forma mais simples, reproduzir e automatizar processos.

Embora pareça ser algo para o futuro, a A.I. já está presente em nosso cotidiano, com bots de atendimentos em chats, redes sociais, centrais de atendimento, smartphones (SIRI), big data, robôs de automação na indústria, vídeo games, entre muitos outros exemplos.

Como isso pode impactar o seu negócio?

Segungo Martha Gabriel, além de ser uma realidade já presente no mundo dos negócios,  a tendência de evolução é cada vez mais acelerada do processo de aprendizagem das máquinas (learning machine), o que permitirá que elas possam ter mais autonomia e desenvolver atividades ainda mais complexas.

A expectativa é que, num futuro breve, os robôs possam desenvolver atividades que vão além de uma programação simples dos bots já existentes. Chegando a níveis de compreensão, entendimento e aprendizagem que permitam que elas possam escrever livros, aconselhar, ensinar, por exemplo.

E tudo isso com uma velocidade cada vez maior, afinal, o processo de “aprendizado” da máquina não é individual, ou seja, se uma aprende, isso é automaticamente replicado para as demais.

A complexidade dessas mudanças envolve desde a substituição de profissões tradicionais, até o reposicionamento dos profissionais no mercado de trabalho, em um  mundo em que pessoas medianas com a tecnologia certa serão melhores e mais produtivas que super especialistas, sem tecnologia.

Assim, os impactos no seu negócio tendem a ser grandes e vão envolver inúmeras questões:

  • Formação e qualificação dos profissionais
  • Novas formas de interação no ambiente organizacional
  • Produtividade e qualidade dos produtos e serviços oferecidos
  • Forma de se relacionar com os clientes e parceiros de negócio
  • Obsolescência de produtos e serviços
  • Capacidade e criação e inovação do negócio

O desafio é manter o bom senso, a ética, a empatia, a emoção e conseguir evoluir junto com as máquinas.

E o seu negócio, está se preparando para esse novo mundo?

3 Dicas para não queimar a imagem da sua empresa na Black Friday

Começa amanhã mais uma “Black Friday”. E a sua empresa está preparada para isso?

A Black Friday, ou sexta-feira negra, é uma tradicional promoção americana que acontece depois do Dia de Ação de Graças, para liquidar os estoques das empresas.

Há alguns anos as empresas brasileiras entraram nessa onda e aos poucos a data virou febre e foi incorporada no calendário comercial do país.

O grande problema é que, na ânsia de aproveitar a data de qualquer forma, muitas empresas “queimaram” o filme ao oferecer promoções enganosas – aumentam os preços dos produtos no início do mês e depois oferecem o produto pelo preço normal como se fosse promoção, problemas de estoque e logística na entrega ou oferecem mais do que podem entregar.

Tudo isso fez com que a promoção ficasse conhecida no país como “Black Fraude – Tudo pela metade do dobro”.

Com o consumidor cada vez mais desconfiado e com crise financeira do país, que ainda não passou por completo, vale algumas dicas para a sua empresa se preparar para a data e conseguir superar esses obstáculos para obter bons resultados. Confira:

1) Qualquer desconto vale?

Sem mencionar as propagandas enganosas, um dos grandes erros das empresas na Black Friday é oferecer qualquer desconto em produto ou serviço, de forma aleatória, somente para não ficar de fora da data.

Para empresas que vendem produtos de compra por impulso, talvez qualquer 10% ou R$10,00 de desconto já seja suficiente para atrair vendas.

Mas, com o consumidor cada vez mais atento e exigente, essa regra não se aplica a qualquer coisa. E, se a sua empresa trabalha com produtos e serviços de valor agregado, que demandam maior análise para contratação, não será qualquer desconto que vai alavancar a venda.

Muitas vezes, oferecer uma condição especial de pagamento- parcelamento, maior prazo para pagamento da entrada, entre outros; ou criar “Pacotes de Serviços” – agregando outros produtos ou serviços complementares; pode ser muito mais útil e atrativo para o seu consumidor.

Para uma empresa de software, por exemplo, oferecer um treinamento gratuito poderá atrair quem compra e será vantajoso para quem vende, pois pode diminuir demandas de suporte.

Para uma agência de comunicação e marketing digital, também como exemplo, oferecer um diagnóstico agregado ao Planejamento de comunicação e Marketing será vantajoso para o cliente e vai facilitar o trabalho da própria agência.

Por isso, antes de mais nada, a empresa precisa entender o seu mercado e o seu perfil de público consumidor – o que ele precisa, o que pode ser útil para ele, o que realmente será diferencial.

Assim poderá oferecer produtos e serviços com condições que realmente sejam atrativas para o seu cliente e façam ele tomar a decisão da compra.

2) Basta fazer um anúncio para vender muito?

Não! Definitivamente não basta apenas fazer alguns anúncios e investir uma verba em campanhas pagas para ter o retorno esperado.

É preciso um planejamento completo:

  • Mapear as mídias digitais que o público usa;
  • Mapear mídias tradicionais que vão agregar para a campanha;
  • Avaliar o quanto investir;
  • Planejar como e quanto investir em cada mídia;
  • Programar os materiais gráficos digitais e/ou impressos – pensar nas mais diversas formas: vídeos, GIFS, banners, folders, panfletos, filipetas, brindes, entre outros;
  • Pensar nos canais de venda – loja, callcenter, site, landingpage, loja virtual;
  • Estruturar os canais de atendimento – Chat, SAC, 0800, atendimento comercial;
  • Planejar o pós-venda: logística de entrega, atendimento, avaliação da satisfação.

É importante que a sua empresa saiba que toda e qualquer promoção envolve o processo completo de venda de um produto, que vai desde a escolha do que será comercializado, público-alvo, divulgação, distribuição e acompanhamento.

O menor detalhe pode fazer a diferença, positiva ou negativa, no processo.

3) Promoção é apenas vender mais?

Para empresas que pensam apenas no curto-prazo, a Black Friday pode ser a chance de liquidar estoques ou fechar a balança de vendas do ano.

No entanto, para quem pensa no médio e longo prazo, a data também pode ser uma ótima oportunidade para estabelecer ou estreitar o relacionamento com o seu cliente atual.

Pode parecer bobagem, mas, ao oferecer uma condição diferenciada para o seu cliente– seja um desconto maior, um serviço agregado, o lançamento prévio da campanha, entre outros; você mostrará para ele que valoriza a sua fidelidade com a empresa.

E, nem é preciso dizer que as pessoas gostam de se sentir valorizadas e diferenciadas, não é mesmo?

Um pequeno detalhe, poderá fazer uma grande diferença na tomada de decisão de uma compra futura ou na indicação de novos clientes para a sua empresa.

Então, as dicas são: entenda o seu mercado e o seu público, planeje o seu processo de venda desde a definição do produto até o pós-venda e aproveite a data para estreitar o seu relacionamento com o seu cliente atual.

Para empresas que se planejam e se se estruturam, a Black Friday passa longe de ser uma fraude, sendo, na verdade, uma ótima oportunidade de gerar vendas e fidelizar os clientes.

Aproveite!

O que o rock pode nos ensinar sobre Marketing e Gestão

Hoje é o Dia Mundial do Rock, gênero que surgiu nos anos 1950 e que trouxe uma importante contribuição e transformação para várias gerações. Transgressor, rebelde, desbocado, o Rock’n Roll se originou do Blues e seu nome remete a um eufemismo da década de 1920, correspondente ao sexo, inspirada na letra de “My Man Rocks Me (With One Steady Roll)”. Vá até o Google e peça para que ele traduza!

Mas o Rock, em toda sua acidez, rebeldia, gritos e riffs de guitarra, também foi terreno fértil para práticas e estratégias de Gestão de Negócios e Marketing, o que inicialmente pode até parecer incoerente aos cabeludos esfarrapados, tatuados, mascarados, pelados.

Mas, o Rock há muito tempo deixou de ser apenas música para se tornar um grande negócio, em que muitas bandas e seus integrantes se profissionalizaram. Exemplos não faltam. Os Rolling Stones se tornaram um ícone de gestão com Mick Jagger que, além de vocalista e “contorcionista”, virou um verdadeiro CEO da banda.

Ed Van Halen se certificava que os produtores cumpriam os contratos de segurança para os shows com a esdruxula, porém eficaz, cláusula do “M&M Marrom”. E chegou a deixar de fazer show em um local em que não atenderam a exigência do M&M. A sua lógica era plausível: se eles não atenderam à exigência da guloseima é porque não leram o contrato, sendo assim não iam atender também aos requisitos mínimos de segurança.

Ritchie Blackmore, em dado momento, transformou o Deep Purple numa empresa e seus colegas se tornaram “colaboradores”, para não os chamarmos de funcionários.

Selecionamos aqui alguns casos muito interessantes que mostram o que podemos aprender sobre Gestão de Negócios e Marketing com o Rock’n Roll

 

Logística e expansão de marca da besta

Gestão de marca e logística

Iron Maiden é um dos grandes exemplos de gestão no mundo do Rock. A banda de Heavy Metal inglesa foi fundamental para consolidar o chamado “New Wave of British Heavy Metal”, que no final dos anos 1970 rivalizava com o movimento Punk.

Desde de o início, o Maiden definiu sua imagem de marca com o mascote Eddie The Head. O ser decrépito é para o Heavy Metal o que o Mickey significa para os desenhos animados.  Das capas, camisetas, bonecos, chaveiros e demais quinquilharias, Eddie se transformou em um símbolo referenciado na cena do Rock e sempre rendeu muito faturamento.

Até aí tudo bem, mas o que dizer de cerveja? Sim, a banda resolveu apostar em um selo de cerveja. A Trooper, que traz o mascote no fardamento, ilustra uma das músicas mais populares do Iron Maiden: “The Trooper”. Mas, como explica o vocalista da banda, Bruce Dickinson, não se trata apenas de inserir um rótulo em uma cerveja qualquer. Na verdade, foi criada uma cerveja que tivesse o “sabor” e a “essência” da banda, proporcionando aos fãs uma experiência diferenciada com a marca.

Porém, a Donzela de Ferro se tornou um exemplo de gestão quando percorreu a turnê “Somewhere Back in Time” a bordo de um Boeing 757-200, batizado de Ed Force One, em 2008, comandado pelo próprio vocalista Bruce Dickinson.

O jato foi “adquirido” e preparado para carregar a equipe da banda e seu equipamento. Em entrevista os integrantes da banda explicaram que o avião próprio permitiu uma logística mais eficaz e reduziu custos desnecessários, resumindo, menos tempo, menos gasto, menos cansaço para os músicos e mais autonomia.

O resultado foram 90 shows, em 14 meses, ao redor do mundo. Para a banda o processo foi tão eficaz e satisfatório que para a turnê do disco “The Book of Souls”, o sexteto arrendou um 747-400, bem maior que o primeiro avião. E, mais uma vez, comandado por Bruce.

 

Macca Experience

Marketing Pessoal e Experiência de Marca – Sensações e experiências com o público

Entre as inúmeras publicações que dissecaram os Beatles, sempre existiu uma corrente que apontava divergências entre as expectativas de Paul McCartney e John Lennon, que teria culminado no precoce fim do grupo.

Paul nunca escondeu sua vocação em produzir para o gênero World Music, enquanto Lennon, sempre teve uma postura mais ácida e contestadora, que buscava usar sua música para defender o que ele (e Yoko) acreditavam.

De lá para cá muita coisa aconteceu, mas McCartney continuou a ser um pop star, cada vez mais carismático e politicamente correto. Com o seu talento musical, aliado a uma gestão de marca e marketing pessoal impecáveis, Paul arrebata antigos Beatlemaníacos e uma enorme geração nova de fãs.

O Marketing já começa pela agenda das turnês, que prioriza locais fora da “rota” convencional dos shows, o que torna a sua apresentação um acontecimento único. Em seguida vem a produção impecável, o contato no pré e pós show com o público e as intervenções propostas com os fãs durante o show – que protagonizam verdadeiras performances. Tudo isso traz para o público uma experiência diferenciada diante do Fab Four, que acaba por reforçar a sua marca e estimular o consumo de outros produtos atrelados a ela.

 

Pérola 3.0

Marketing 3.0 – foco no ser humano e nas suas necessidades

Fruto do movimento grunge que ascendeu no final dos anos 1980, na cena de Seattle, o Pearl Jam caiu nas graças do mercado, junto com o Nirvana. A postura contestadora das letras, o visual “não produzido” e o posicionamento despreocupado marcaram o movimento.

O tempo passou e o Pearl Jam, talvez inconscientemente, caminhou dentro do preceito do marketing 3.0, de não ser a “venda pela venda”, mas, sim, de se preocupar com o ser humano, com as suas necessidades e o que o seu “produto” poderia agregar para construir um mundo melhor.

Os exemplos de como usam a amplitude de sua voz para promover debates em diversas esferas são muitos: as bandeiras erguidas em defesas de inúmeras causas em suas letras e nos discursos, entre elas a valorização das mães solteiras e do casamento gay; a batalha judicial contra a Ticket Master por discordar da política injusta de preços dos ingressos repassados para o público; a decisão de gravar todos os shows da turnê de 2000 como uma ofensiva à pirataria; a ação filantrópica para os desabrigados da tragédia causada pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, Minas Gerais; inúmeros shows realizados para ajudar obras sociais; trabalhos realizados junto a diversas ONGs e Institutos, entre outros.

 

Pop Mar(keting)

Muito antes do Pearl Jam ser fundado, os irlandeses do U2 saíram dos conflitos adolescentes para uma postura pacifista, que desencadeou com o álbum “War”, de 1983. Motivados talvez por “Sunday Blood Sunday” que descrevia o “Domingo Sangrento”, tragédia na cidade irlandesa de Derry, envolvendo católicos e protestantes.

Durante sua trajetória o U2 não apenas revigorou a World Music nos anos 1980, mas abraçou causas humanitárias e atuou junto a Anistia Internacional. Além disso, expôs zonas de guerra em seus discursos e em suas composições, como a famosa música “Miss Saravejo”, que repudia a Guerra da Bósnia.

Críticas à estagnação da sociedade diante da televisão, consumismo, questões étnicas, religiosas e raciais também sempre tiveram presentes nas obras e nas ações do U2.

A tendência prosseguiu em produções como “How to Dismantle an Atomic Bomb”. Assim como o show em memória das vítimas do ataque terrorista a Paris em 2015, quando a banda montou seu palco no Stade de France, que foi onde os ataques começaram. Entre as homenagens, o U2 interpretou uma das músicas da banda Eagles of Death Metal, que se apresentava no teatro Bataclan quando foi invadido pelos atiradores resultando em 89 mortos.

Tudo isso fez do U2 uma das bandas mais engajadas em movimentos pacifistas e ajudou não somente a consolidar sua imagem, mas, principalmente, estimulou uma geração inteira a refletir sobre suas ações e sobre a responsabilidade de cada um no mundo.

 

O camaleão, o morcego e o diabo

 Marketing Pessoal, Inovação e Capacidade de Adaptação

Muitos artistas do rock se viram mergulhados em abismos devido ao comportamento extravagante, regado a todo tipo de excesso com drogas, sexo e álcool. Outros sempre precisaram se reinventar para se manterem no jogo do show business. Ozzy Osborne, Gene Simmons e David Bowie exemplificam bem as formas de se equilibrar na gangorra do sucesso.

Bowie foi um músico genial, não por seu virtuosismo, mas por sua capacidade de se adaptar às mudanças climáticas da música. O “Camaleão do Rock” conseguiu mesclar estilos e tendências de uma maneira que poucos outros artistas fizeram. Nem mesmo U2 e Rolling Stones atravessaram as “fases” da maneira que David Bowie fez. Aliás, sempre era esperado que Bowie sofresse metamorfose ou criasse algo surpreendente. Até sua morte foi trabalhada em música. Vítima de um câncer no fígado, Bowie lançou o álbum Blackstar, dois dias antes de seu falecimento, em 10 de janeiro de 2016. O disco tratava justamente da finitude, com destaque para a faixa “Lazarus”, uma analogia ao personagem bíblico ressuscitado por Jesus.

Ozzy embarcou na montanha russa do rock de forma intensa e inconsequente. O “Príncipe das Trevas” fez de tudo e mais um pouco. No Black Sabbath e em sua carreira solo foi um personagem icônico no mundo rock e se adaptou às tendências do Heavy Metal, a ponto de transformar o seu cabelo escorrido em madeixas felpudas e descoloridas. A verdade é que Ozzy conseguiu se reinventar fora da música no reality show “The Osbornes”, transmitido entre 2002 e 2005, que retratava as desventuras do “comedor de morcego” como pai de família.

No ano passado o roqueiro voltou para a TV com o programa “Ozzy and Jack`s World Detour”, em que ele e seu filho Jack caem na estrada para conhecer diversos pontos turísticos. E quem também bebeu na fonte da TV para reforçar seu marketing pessoal foi o baixista linguarudo Gene Simmons, do Kiss. O músico israelense revigorou sua imagem com o reality “Gene Simmons: Family Jewels”, que teve 157 episódios exibidos entre2006 e 2012.

As exposições de Ozzy e Simmons fizeram bem para o Black Sabbath e ao Kiss, que voltaram a excursionar e garantiram a aposentadoria dos velhinhos, que podem até ser “doidões”, mas, não são do tipo que rasgam dinheiro!